SEMINÁRIO DE LUTA CONTRA O RACISMO ESTE ANO TERA COMO TEMA O" RACISMO E AS RELAÇÕES DE TRABALHO"

terça-feira, 31 de maio de 2011

MANIFESTO DIRETORES E ASSESSORES DE DIREÇÃO GERED DE ITAPIRANGA

Os diretores e assessores da 31ª GERED de Itapiranga, reunidos no auditório da EEB São Vicente discutiram a situação da greve do Magistério Publico Estadual de Santa Catarina e manifestam sua insatisfação em relação a realidade apresentada nas Escolas da Gerencia diante da proposta salarial feita pelo governo. A continuidade dos projetos pedagógicos sugeridos pela SED e escolas, como todo o trabalho educacional, estão comprometidos. Constata-se um desânimo generalizado (direção, professores, assistentes, alunos e entidades democráticas). Esperamos que o governo retome imediatamente o diálogo com o magistério e apresente uma proposta digna para toda a categoria para que a situação se normalize e dessa forma o governo possa concretizar o seu projeto político.
O sentimento do grupo de diretores e assessores é de acompanhar o movimento de greve.
ITAPIRANGA, 26 DE MAIO DE 2011

Nota do MEN/UFSC em apoio ao Movimento reivindicatório dos Professores da Rede Estadual de Santa Catarina em greve por melhores condições de trabalho e de carreira profissional


Os professores do Departamento de Metodologia do Ensino, do Centro de Ciências da Educação da UFSC, solidários aos professores da Rede Estadual, seus colegas e principais parceiros na importante tarefa de formar os professores para as escolas públicas do país, vêm a público denunciar e repudiar as ameaças de retaliação ao Movimento Grevista representadas pelos termos de uma circular da Secretaria de Educação e Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina – SED (Ofício Circular nº 691/11/DIDH/DIEB), assinada pela Diretora de Desenvolvimento Humano Elizete Melo e pela Diretora de Educação Básica e Profissionalizante Gilda Mara, na qual o autoritarismo e a falta de vontade em cumprir a Lei do Piso Nacional da Secretaria de Educação ficaram evidentes para toda sociedade catarinense.
Encaminhada aos diretores e diretoras de escolas, a circular, bem ao gosto dos tempos mais autoritários da história do país, exige uma relação diária dos nomes de professores, assistentes pedagógicos, técnicos pedagógicos, diretores e assistentes de direção em greve. Não bastasse isso, proíbe a realização de reuniões, assembléias e outras atividades de greve nas dependências das escolas; determina 1/3 de falta para os educadores que estivesse ministrando aulas de apenas 30 minutos, conforme fora deliberado na Assembléia dos professores liderados pelo SINTE, e, para assustar os que ainda não são do quadro permanente, logo, os mais fragilizados, afirma que não recontratará os ACTS que neste momento estiverem paralisados e apoiando a greve da categoria.
A circular também prevê medidas administrativas contra os diretores/as ou funcionários/as que se negarem a emitir as listas de grevistas, afirmando que as gerências de ensino devem fiscalizar o cumprimento das ordens da SED.
Indignados pela ousadia dos termos das referidas circulares e entendendo que o momento histórico não comporta mais tais atitudes claramente autoritárias e desrespeitosas ao conjunto dos professores estaduais legitimamente em luta pela aplicação da lei do piso salarial para a carreira do magistério, os professores do MEN decidiram fazer as seguintes considerações a respeito do Movimento ora deflagrado e encaminhá-las às autoridades competentes.
Como vem acontecendo em sucessivos inícios de ano letivo, em muitas escolas do estado as aulas começaram com muitas precariedades, conforme atestam as mais variadas matérias na mídia tanto escrita como televisiva. Faltam professores e funcionários, os prédios estão mal conservados, há sobrecarga de trabalho em todas as funções, entre outras mazelas com que a comunidade escolar tem que se haver cotidianamente para continuar ofertando os serviços educacionais que dela se esperam.
Não bastasse esta situação caótica, comprometida ainda mais pela crescente violência que vem assolando as escolas e perturbando a convivência de alunos, pais, funcionários e professores, o governo do Estado de Santa Catarina, desde a aprovação, em julho de 2008, da Lei do Piso Nacional Salarial para professores da educação básica, insiste em descumpri-la: primeiro, acompanhando os Estados de Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul numa ação de inconstitucionalidade da referida lei; depois, ao perder a ação no Supremo Tribunal de Justiça -STJ, tentando incluir no piso os abonos salariais e todas as gratificações que por ventura houvesse na carreira do magistério. Também continuou questionando a existência das horas remuneradas (um terço da carga horária) para estudos, preparação de aulas, correção de trabalhos etc. cláusula constante da lei do piso.
Com todas essas agressões ao direito e à justiça, era de se esperar que os professores reagissem à altura. Nacionalmente, com a liderança da CNTE, e em cada estado, com os sindicatos locais – aqui em Santa Catarina o SINTE- os professores deflagraram a mais forte greve da categoria nos últimos anos. Com o apoio quase unânime da sociedade, é impensável que ficássemos calados face às ameaças “fora de lugar” que a SED/SC resolveu por em curso.
Os professores do MEN, então, conclamam todos os colegas e dirigentes do CED e da UFSC – o maior e o mais qualificado centro de formação de professores para o Estado de Santa Catarina, que exijam das autoridades constituídas um voto de repulsa às referidas circulares, solicitando que sejam imediatamente abertas negociações visando ao atendimento das justas reivindicações dos colegas professores estaduais em greve, muitos dos quais, certamente, nossos ex-alunos.

Ana Paula LimaDeputada Estadual PT

RECURSOS EXISTEM:

Quando o executivo encaminhou o orçamento à Assembleia, a dotação
orçamentária para o exercício de 2011 estava prevista em
*R$ 15.022.920.046,00 bilhões*.
De acordo com o Sistema Integrado de Planejamento e Gestão
Fiscal/SIGEF/SC – Relatório Emitido em 24/05/2011 às 16:03 – a previsão
orçamentária foi atualizada para *R$ 16.011.507.782,88 bilhões*.
Em apenas 5 meses, a previsão de receita do governo cresceu R$ 1 bilhão.
Considerações:

Com a economia de R$ 1 bilhão anunciada em janeiro, mais o excesso de
arrecadação, R$ 1 bilhão, *_o governo teria R$ 2 bilhões_* para
implementação do Piso Nacional do Magistério, sem achatamento da tabela.

Governo tem dinheiro para pagar o Piso do Magistério - boletim estadual 30 05 2011



Como utilizar corretamente os recursos da Educação: Conforme informação da Diretoria de Auditoria Geral da Secretaria de Estado da Fazenda nº 0187/11, referente a um pedido da ALESC, o valor aplicado em despesas de pagamentos de inativos da Educação utilizado pelo Estado para compor os gastos com manutenção ou para o desenvolvimento do ensino nos últimos 08 (oito) anos foi de R$ 2.795.232.279,03 .


EXERCÍCIO VALOR (R$)

2003......................... .............. 321.225.039,66

2004 ........................................ 372.044.530,45

2005 ........................................ 292.343.494,09

2006 ........................................ 469.183.851,30

2007 ........................................ 327.589.760,03

2008 ........................................ 415.609.591,55

2009 ........................................ 262.724.807,02

2010 ........................................ 334.511.204,93

TOTAL .................................. 2.795.232.279,03

Fonte: Relatório Resumido de Execução Orçamentária/Diretoria de Contabilidade Geral/DCOG)


A Constituição Federal obriga o Estado aplicar 25% do FUNDEB na Educação. Em SC, ano após ano, conforme demonstra a tabela acima, os governos vêm descumprindo a lei.


O governo de SC somente alcança este percentual porque inclui no repasse gastos que, segundo o TC, não poderiam ser computados.


Se o governo aplicasse de forma correta os recursos, poderia garantir o pagamento do Piso Nacional aos profissionais da Educação.


O governo de SC deveria desvincular os recursos de investimentos do TCE, MPSC, ALESC E TJ. Só na ALESC e no TJ, a desvinculação estaria próxima de R$ 36 milhões. Este valor ajudaria a pagar o Piso. Ao longo dos anos os recursos repassados aos poderes cresceram tanto em percentual quanto em valor. Da ALESC passou de R$ 180 milhões, em 1996, para R$ 378 milhões em 2011. Do TCE de R$ 64 milhões para R$ 147 milhões. TJ, de R$ 448 milhões para R$ 983 milhões. E, do MPSC de R$ 151 milhões para R$ 327 milhões.


Conforme relatório de indicadores contábeis de desempenho fiscal da gestão fiscal—consolidado geral:

- a aplicação em Educação em 2009 foi de 17,94% da Receita Líquida de Impostos (RLI);

- em 2010 foi de 19,68% da RLI. Vemos que o Governo de SC não aplica o mínimo constitucional de 25% na Educação.


Conforme balanço financeiro- poder executivo:

- Gasto com pessoal do poder executivo em 2009 foi de 32,67%;

- Em 2010 o gasto foi de 33,81%;

- Hoje a folha de pagamento é de 42,15%; o limite máximo é de 49%. Uma diferença de 6,85%.


A conclusão é que o governo de SC não gasta nem o mínimo com pessoal, sabendo que o limite prudencial para esse fim é de 46,55%, e limite máximo é de 49%. Até atingir o limite máximo, o governo poderia investir na valorização dos trabalhadores e pagar o Piso.


Com os dados aqui divulgados, fica evidente a falta de vontade política do Governo do Estado em cumprir a Lei do Piso e resolver o impasse criado no magistério.


A desculpa do Governo de que o Estado não tem recursos para atender a reivindicação dos trabalhadores da Educação— aplicação do Piso como vencimento básico e sem alteração da tabela salarial— não procede. Não é verdade. Há dinheiro sim. O que falta é compromisso com a Educação pública, gratuita, de qualidade e democrática.


O parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado (TCE) demonstra o descaso do Governo com a Educação. O parecer tem como finalidade orientar o julgamento das contas que são enviadas à ALESC. O parecer ressalta várias observações sobre estas contas.


O SINTE/SC destaca alguns itens referentes aos recursos públicos do estado no referente à Educação. Vejamos:

1) Fundo Social – total 469 milhões – Educação R$ 117 milhões/ano – R$ 9.750 milhões/ mês. Nos últimos 5 anos deixou de aplicar em Educação R$ 466 milhões;

2) Imposto de Renda – total R$ 507 milhões – Educação R$ 126.750 milhões/ano – R$ 10.500 milhões/mês;

3) Percentual Vinculado – o relatório do TCE excluiu o pagamento de aposentados na vinculação de 25% ficando em 22.57%, com isso em 2010 deixou de aplicar em educação R$ 232,51 milhões. Nos últimos 5 anos somou a quantia de R$ 1,21 bilhões. Em 2011 o governo continua pagando aposentados com recursos da educação.

4) Saldo Salário Educação R$ 26,93 milhões de um total de R$ 120 milhões (estes recursos não podem ser destinados para pagamento de salários, mas pode pagar todas as demais despesas com MDE, sobrando mais dinheiro dos recursos vinculados para pagar salários). Fonte: Relatório TCE 2011.


Com isso, podemos concluir que o estado de SC continua utilizando os recursos da Educação de forma equivocada e, ao longo do tempo, não apontou saídas para resolver o problema, que reflete diretamente na qualidade da Educação catarinense, tanto nas questões de valorização dos profissionais da Educação como na manutenção da Educação.


Quanto a valorização profissional, SC é o estado que paga o pior piso do Brasil. Não é à toa que os trabalhadores estão em greve para garantirem seus direitos. Na manutenção, há denúncias de escolas sucateadas, sem a mínima acessibilidade, sem habite- se, entre outras denúncias que chegam ao Sindicato.


O parecer do TCE deve ser um alerta para os educadores, legisladores e sociedade catarinenses.


Os responsáveis pelos problemas da Educação na rede estadual catarinense são seus gestores, cujos nomes mudam ao longo dos anos mas as práticas continuam as mesmas.


Os dados da Gestão Fiscal da Sec. da Fazenda de 24/05/2011, apontam que o governo estadual prevê uma arrecadação maior para 2011. Somente nos 5 primeiros meses deste ano, já houve um crescimento de R$ 1 bi passando a receita de R$ 15 bi para R$ 16 bi.


Para implementar a tabela do Piso, é necessário R$ 460 milhões; portanto, há recursos para o Governo cumprir a Lei.


PISO É LEI! FAÇA VALER!

PETIÇÃO PÚBLICA PARA IMEDIATA IMPLEMENTAÇÃO DO PISO SALARIAL NACIONAL

ACESSE O LINK PARA ASSINAR :



http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10085

sábado, 28 de maio de 2011

CALENDÁRIO DE SEGUNDA A QUARTA-FEIRA

30/05/2011 -  DIA "D" -   TODO APARTIR DAS 8:00H ATÉ ÁS 18 . ACAMPAMENTO NA PRAÇA TANCREDO NEVES, COM ATIVIDADES CULTURAIS : AULÃO,POESIA,MÚSICA , ESTE ATO ESTARÁ  COM A PRESENÇA DA PROFESSORA DO RN AMANDA GURGEL, E SERÁ FINALIZADO COM ATO DAS LUZES NO TICEM, TODOS DAS REGIONAIS FLORIANÓPOLIS E SÃO JOSÉ DEVEM SE FAZER PRESENTE, TEMOS QUE MOSTRAR NOSSA FORÇA E ORGANIZAÇÃO.
31/05/2011 - ATO NA SED ÁS 14H - LEVAR CÓPIAS DOS DIPLOMAS
01/06/2011 09H REUNIÃO COMANDO ESTADUAL
                   14H ATO REGIONAL DE SÃO JOSÉ - A SER REALIZADO NA PALHOÇA, LOCAL DE ENCONTRO , PRAÇA CENTRAL DA PALHOÇA.
ATT
COMANDO DE GREVE REGIONAL